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Diário Medicina Preventiva

Uma intensa viagem pelo dia-a-dia de uma estudante de Medicina e, além disso, algumas indicações sobre a importância da prevenção para preservarmos a nossa saúde.

Diário Medicina Preventiva

Uma intensa viagem pelo dia-a-dia de uma estudante de Medicina e, além disso, algumas indicações sobre a importância da prevenção para preservarmos a nossa saúde.

28.Mar.07

DEPORTAÇÃO

 

 

 

Chocou-me imenso a notícia num jornal de que uma família de emigrantes Açorianos estava ameaçada de separação no Canadá. O casal e os dois filhos mais velhos, um rapaz com 10 anos e uma menina com 11 anos receberam uma notificação para saírem deste país. Mas este drama de deportação agrava-se pela separação, exigida pelo Canadá, da família do terceiro filho, o mais novo com apenas 11 meses, porque este simplesmente não tem ainda passaporte e não pode deixar aquele país sem ele. Os pais têm simplesmente pouco mais de uma semana para obter a documentação do menino, senão terão de partir e deixá-lo entregue ao governo canadiano.

A mãe, de 29 anos, que recebeu ordem de deportação apesar de doente, sofre de uma doença na tiróide que os médicos temem ser um cancro, e viu-se assim na iminência de ter de deixar o seu filho, como ela própria afirmou “estão a pedir que eu deixe uma parte do meu corpo”.

Sempre me pareceu que as leis dos governos eram feitas por “homens” para proteger o “homem”, mas por vezes não parece.

Vejamos, os pais tem o direito de levar a criança, mas, ao mesmo tempo o governo canadiano tem o direito de mantê-la no país por entender que o menino ainda não possui documentos para poder abandonar o país; um bocado contraditório, não?

Esperemos que o Canadá abra uma excepção por razões humanitárias, pois este caso é uma delas, separar uma família (que simplesmente procurava uma vida melhor para os seus filhos) é certamente anti-humanitário. Mas receava-se, na altura da notícia que o Ministério canadiano da Imigração pudesse ser perverso, cumprindo a Lei à risca.

Atendamos que o sentimento humano mande mais que as leis do homem.

 

 

“As emoções são intermináveis. Quanto mais as exprimimos,
 mais maneiras temos de as exprimir.”
Edward Forster